O bagaço de azeitona foi o ponto de partida deste projeto. Sendo um dos principais subprodutos da produção de azeite, o bagaço representava um desafio para todo o setor, tanto pela sua gestão como pelo impacto ambiental associado ao transporte e tratamento. Na Figueirinha, acreditámos que este problema podia transformar-se numa oportunidade.
Foi assim que nasceu a nossa unidade de compostagem. Em vez de vermos o bagaço como um resíduo, passámos a encará-lo como uma matéria-prima valiosa. Juntamente com outros subprodutos da exploração, como o bagaço de uva, folhas, restos de poda e casca de amêndoa, damos-lhe uma nova vida através da produção de composto orgânico de elevada qualidade.
Promovemos uma economia circular onde nada se desperdiça e, ao mesmo tempo, contribuímos para solos mais férteis e reduzimos a dependência de fertilizantes químicos. Queremos mostrar que é possível produzir de forma mais sustentável, criando valor para a agricultura e para o ambiente.
A água é aplicada diretamente na zona radicular das plantas, reduzindo perdas e desperdícios. Este sistema ajusta a rega às necessidades reais das culturas, promovendo uma utilização mais eficiente e sustentável da água.
As águas provenientes da adega e do lagar são reaproveitadas e integradas no processo de compostagem. Esta abordagem reduz o consumo de recursos externos e reforça um modelo de economia circular, onde cada recurso é valorizado e reutilizado.
A monitorização contínua da humidade do solo permite conhecer as necessidades hídricas das culturas em tempo real. Desta forma, a rega é ajustada com maior precisão, evitando desperdícios e promovendo uma gestão mais eficiente da água.
Os caudalímetros permitem medir rigorosamente os volumes de água utilizados em toda a exploração. Esta monitorização assegura um maior controlo do consumo e apoia uma gestão responsável e eficiente dos recursos hídricos.
A recolha contínua de dados climáticos, como temperatura, precipitação, humidade e vento, apoia a tomada de decisões no campo. Esta informação permite adaptar as práticas agrícolas às condições reais, aumentando a eficiência e a resiliência das culturas.
Este modelo agrícola concilia produtividade com sustentabilidade. Adaptado às condições da região, contribui para a conservação da matéria orgânica do solo, a retenção de carbono e a produção de azeites de elevada qualidade.
A manutenção de uma cobertura vegetal entre as linhas de cultivo protege o solo da erosão e favorece a infiltração da água. Esta prática contribui para o equilíbrio do ecossistema agrícola e para a preservação dos recursos naturais.
A aplicação de matéria orgânica sobre o solo ajuda a conservar a humidade, proteger contra a erosão e limitar o crescimento de ervas espontâneas. Ao longo do tempo, esta prática melhora a fertilidade do solo e reforça a sua capacidade produtiva.
A integração de espécies arbóreas autóctones contribui para a proteção do solo, a valorização da paisagem e a criação de habitats naturais. Ao promover o equilíbrio ecológico, esta prática favorece a biodiversidade e ajuda no controlo biológico de pragas.